Hão-de perdoar-me, sei que hoje em dia há uma infinidade de sobremesas geladas maravilhosas para combater o calor. Um leque imenso de sabores, texturas, cores... Mas eu sou romântica e, apesar de gostar muito de tudo o que é novo e inovador, não consigo passar sem os doces de sempre. É por isso que este verão não podemos deixar de fazer esta Tarte gelada de Whisky e desempoeirar boas memórias da infância.

Digo da infância porque esta sobremesa teve os seus bons momentos pelos anos 80 ou talvez até um pouco antes. Esta tarte gelada era aquela sobremesa "super na moda" que havia em muitos sítios quando íamos almoçar fora com os nossos pais. Aliás, o meu pai pedia-a sempre. E se não havia (o que era raro), pedia pudim flã com natas e nozes... Aqui devo acrescentar que foi ele quem me viciou nas nozes com natas. Que vício, hein?

Como vos comentava antes, acho que é bom ter em casa um vasto repertório de receitas. Nada me pode agradar mais do que conhecer e experimentar novas preparações, mas sem nunca esquecer as tradicionais ou "velhinhas". Estas são a base de tudo o que hoje em dia desfrutamos. Como vos disse em mais de uma ocasião, são o ballet clássico da cozinha. É daí que se criam e surgem todos os outros estilos.

Esta tarte é muito simples e não tem preparações complexas. A única coisa que teremos de fazer para conseguir bons resultados é respeitar bem os tempos e processos de cada passo.

Montar a tarte

Para montar a tarte utilizei uma forma Push-Pan de 20 cm de diâmetro. É muito cómoda para trabalhar, mas sobretudo quando a temos de desenformar. Para a preparar vamos precisar de um pão de ló, do recheio de creme de whisky e de uma camada de creme de ovos.

A base é um pão de ló que vamos fazer nós. É muito fácil de fazer em casa e o tempo de cozedura rondará os 8-10 minutos. Muito pouco tempo, vale mesmo a pena. Mas sei que muitos de vocês pensarão -Posso utilizar um bolo comprado?-. Não sou grande adepta disso (nada, nada), mas só vos perdoaria por este calor que está a fazer ;)

O recheio, apesar do que possa parecer, não precisa de ser feito com máquina de gelados. Vamos preparar um creme de whisky que iremos sujeitar a um tempo de cozedura, dado que leva ovo, para depois o juntar a merengue, natas batidas e gelatina. Isso sim, aqui temos de esperar umas horas para que o recheio ganhe firmeza no congelador. Para fazer o creme do recheio segui a receita do blogue atrapadaenmicocina.com

A camada superior é uma camada de creme de ovos que vamos queimar para lhe dar aquele acabamento caramelizado tão característico. Por fim decoramos com natas batidas e já a teremos pronta a desfrutar. Não me digam que ainda estão a pensar... Vamos lá e mãos à obra! ;)

Tarte gelada de whisky preparada em forma alta PushPan

 

Ingredientes

(Para uma forma PushPan de 20 cm de diâmetro)

Para o pão de ló:

  • 4 ovos L
  • 100 g de farinha de trigo fina para pastelaria
  • 100 g de açúcar
  • 20 g de Maizena
  • Uma pitada de sal

Para a calda de Whisky:

  • 85 g de água
  • 85 g de açúcar
  • Whisky a gosto

Para o recheio:

  • 4 ovos L
  • 80 g de leite gordo
  • 100 g de açúcar (dividido em 20 g + 80 g)
  • 50 g de açúcar em pó
  • 6 folhas de gelatina (11 g)
  • 50 g de Whisky
  • 350 g de natas para bater, com elevado teor de gordura

Para o creme de ovos:

  • 6 ovos L (338 g, sem casca)
  • O mesmo peso de açúcar que de ovos, no meu caso 338 g
  • 180 g de água à temperatura ambiente
  • 30 g de Maizena

Para as natas batidas para decorar:

  • 200 g de natas líquidas para bater, bem frias
  • 2 colheres de sopa de açúcar em pó
  • Crocante de amêndoa para decorar

 

Preparação

Primeiro dia

Preparamos o pão de ló

  1. Peneiramos a farinha e misturamos com a Maizena e o sal. Reservamos.
  2. Separamos as gemas das claras. Colocamos as gemas numa taça, que suporte o calor, juntamente com metade do açúcar.
  3. Colocamos a taça sobre um tacho com um pouco de água em banho-maria sem que esta chegue a ferver, em lume médio-baixo.
  4. Batemos com as varas elétricas até esbranquiçar. Veremos que adquirem uma cor esbranquiçada.
  5. Retiramos do calor e reservamos.
  6. Batemos as claras com a outra metade do açúcar até obter um merengue firme e brilhante.
  7. Incorporamos as gemas esbranquiçadas com o merengue e misturamos com movimentos suaves e envolventes.
  8. Começamos a adicionar a farinha pouco a pouco, integrando-a na mistura com movimentos envolventes. Nunca devemos bater ou mexer a mistura, caso contrário iremos baixar o merengue.
  9. Passamos a mistura para um saco de pasteleiro.

Levamos ao forno

  1. Pré-aquecemos o forno a 200ºC com calor em cima e em baixo.
  2. Forramos um tabuleiro perfurado com papel vegetal. Para evitar que as pontas do papel levantem ou se mexam quando escudilhamos a massa, disponham pequenos “pinguinhos” de massa nos cantos. Desta forma o papel ficará fixo.
  3. Cortamos a ponta do saco de pasteleiro e escudilhamos a massa. Faremos um retângulo e depois preenchemos o interior procurando exercer a mesma pressão durante todo o processo.
  4. Se tivermos mais massa no saco de pasteleiro, criaremos linhas à volta do retângulo.
  5. Introduzimos no forno durante 8-10 minutos. Veremos que adquire uma ligeira cor dourada à superfície. Além disso, se pressionarmos a superfície do bolo, esta voltará ao estado inicial.
  6. Retiramos do forno e deixamos arrefecer completamente sobre uma grelha.

Saco de pasteleiro De Buyer e tabuleiro perfurado para forno De Buyer

Preparamos a calda

  1. Adicionamos todos os ingredientes num tacho, à exceção do licor. Colocamos em lume médio e deixamos que chegue a fervura. O açúcar deverá estar totalmente dissolvido.
  2. Assim que começar a ferver, desligamos o lume e deixamos arrefecer completamente.
  3. Colocamos a calda num biberão com a ajuda de um funil, adicionamos o licor, fechamos e agitamos para misturar bem. Também podemos verter o xarope para uma taça, adicionar o whisky e misturar. Para embeber o bolo, neste caso, ajudamo-nos de um pincel.
  4. Reservamos à temperatura ambiente.

Preparamos as natas para o recheio da tarte

Antes de nos pormos a bater as natas devemos assegurar-nos de duas coisas:

  • As natas devem estar pelo menos 24 horas no frio.
  • A taça onde batemos as natas deve estar fria. Recomendo-vos usar uma de alumínio e colocá-la no congelador 20 minutos antes de nos pormos a bater as natas.
  1. Vertemos as natas na taça fria e começamos a bater com umas varas elétricas na velocidade 1.
  2. Assim que começarem a ganhar corpo, adicionamos o açúcar em pó pouco a pouco e sem parar de bater. Aumentamos a velocidade de forma gradual, mas sem nunca chegar à máxima. O ideal é uma velocidade média.
  3. Batemos até obter umas natas que formem picos suaves e firmes, não excessivamente batidas. Cuidado para não as bater demais ou faremos manteiga…
  4. Cobrimos a taça com película aderente e refrigeramos até ao momento em que as vamos utilizar.

Robot de cozinha KitchenAid e taça de vidro Nynet Mediterránea

 

Preparamos o recheio da tarte gelada de Whisky

  1. Adicionamos água muito fria numa taça e introduzimos as folhas de gelatina. Deixamos hidratar durante 15-20 minutos.
  2. Separamos as gemas das claras.
  3. Adicionamos as gemas num tacho pequeno juntamente com 20 g de açúcar e o leite. Colocamos em lume médio e mexemos constantemente com umas varas.
  4. Faremos isto até que a mistura atinja os 75º-77ºC, para isso teremos de nos ajudar de um termómetro digital.
  5. Retiramos do calor, continuamos a mexer durante 1 minuto e deixamos que baixe a temperatura até 50º-55ºC.
  6. Adicionamos a gelatina, previamente escorrida, juntamente com o whisky e misturamos com a ajuda de umas varas até obter uma mistura homogénea. Reservamos.
  7. Batemos as claras juntamente com os 80 g de açúcar.
  8. Na taça da KitchenAid ou com a ajuda de umas varas elétricas, batemos as claras.

  9. Faremos isso começando por uma velocidade mais suave e aumentando de forma progressiva.
  10. Assim que tivermos as claras semi-batidas, adicionamos metade do açúcar e continuamos a bater.
  11. Verão que as claras começam a ficar mais firmes, adicionamos o resto do açúcar e continuamos a bater até obter um merengue que forme picos suaves e seja brilhante. Mas não seco, atenção, não bater demasiado as claras.

Integramos todos os elementos para o recheio

  1. Numa taça grande adicionamos o creme de whisky juntamente com o merengue.
  2. Integramos ambos os elementos com a ajuda de uma espátula de silicone. Faremos isso realizando movimentos suaves e envolventes. Desta forma favorecemos que o merengue não perca volume.
  3. Adicionamos as natas pouco a pouco. Faremos isso do mesmo modo que com o merengue, com movimentos suaves e envolventes até homogeneizar por completo.
  4. Reservamos.

Cortamos o pão de ló

  1. Separamos o pão de ló do papel vegetal, fazendo-o com cuidado para não o partir. Viramo-lo de modo que o lado tostado fique para baixo.
  2. Com a ajuda de um prato de 20 cm de diâmetro, cortamos um círculo de bolo. O resto podemos comer (que está mesmo bom) ou então cobri-lo com película aderente e refrigerá-lo ou congelá-lo para outras preparações.

Montamos a tarte gelada de whisky

  1. Colocamos na base da forma Push- Pan 20 cm um anti-deslizante para fixar o disco para tartes.
  2. Colocamos o disco e uma pequena quantidade de recheio por cima, isto ajudar-nos-á a fixar o bolo.
  3. Rodeamos o interior da forma com uma folha de acetato. Isto ajudar-nos-á a desenformar a tarte de forma mais limpa.
  4. Colocamos o pão de ló e pressionamos ligeiramente.
  5. Embebermos generosamente com a calda.
  6. Vertemos a mistura do recheio dentro da forma. Alisamos a superfície procurando que fique o mais lisa possível.
  7. Cobrimos com película aderente e colocamos no congelador até ao dia seguinte. Um mínimo de 12 horas.

 

Segundo dia

Preparamos o creme de ovos

  1. Numa taça misturamos o açúcar com a Maizena. Reservamos.
  2. Numa taça média, adicionamos os ovos juntamente com a água e misturamos muito bem com umas varas.
  3. Deitamos numa panela média através de um coador para retirar a membrana dos ovos.
  4. Adicionamos a mistura de açúcar e Maizena, colocamos em lume baixo (num intervalo de 1-6, coloquei no 2), e cozinhamos sem parar de mexer com as varas até que a mistura engrosse. Levar-nos-á entre 7-10 minutos.
  5. Assim que a mistura começar a engrossar, fá-lo-á muito rapidamente. Para vos guiarem, a mistura estará pronta em termos de densidade quando tiver uma temperatura entre 93º-96ºC.
  6. Retiramos do calor e deitamos o creme para um recipiente grande. Quanto maior for, menos tempo demorará a arrefecer.
  7. Cobrimos com película aderente em contacto e deixamos arrefecer completamente à temperatura ambiente.

Cobrimos a tarte com o creme de ovos

  1. Vertemos o creme de ovos sobre a tarte gelada, assim que a retiramos do congelador.
  2. Batemos levemente a forma contra uma superfície de trabalho (com um pano por baixo) para assentar o creme de ovos.
  3. Cobrimos novamente com película aderente e colocamos no congelador durante um mínimo de 3 horas.

Pincel de pastelaria T&G e Forma alta antiaderente desmontável Push-Pan

 

Decoramos a tarte

  1. Retiramos a tarte do congelador, desenformamos, retiramos o acetato e voltamos a guardar dentro da forma. Para fazer isto colocaremos a tarte sobre um recipiente/copo largo, baixamos a forma, retiramos o acetato e voltamos a subir a forma para cima.
  2. Polvilhamos a superfície com açúcar.
  3. Queimamos com a ajuda de um maçarico de cozinha até caramelizar.
  4. Decoramos com natas batidas os bordos (procedemos a bater as natas do mesmo modo que fizemos anteriormente), polvilhamos com crocante de amêndoa e voltamos a guardar no congelador até ao momento de servir.
  5. O ideal é deixar a tarte à temperatura ambiente 15 minutos antes de a consumir. Se estiver muito calor, talvez precise de menos tempo.

Forma alta antiaderente desmontável PushPan de 20 cm e maçarico de cozinha Kitchen Craft

 

Notas

  • Se fizermos bem a massa do pão de ló, ou seja, sem bater demasiado a mistura, obteremos 2 planchas de pão de ló genovês. No meu caso, gosto de fazer esta quantidade porque assim posso congelar a outra plancha para fazer outro bolo.
  • Recomendo-vos humedecer bem o pão de ló para que, ao comê-lo, tenha uma textura muito suculenta.
  • A gelatina em folhas pode ser substituída por gelatina em pó. Nos ingredientes está especificada a quantidade em gramas que devem utilizar nesse caso.
  • Respeitem todas as temperaturas especificadas na preparação, tal como os passos, para obter um bom resultado.
  • Se não tiverem acetato, podem utilizar papel vegetal no seu lugar. O bom do acetato é que ajuda a desenformar muito bem as tartes, além de ser muito limpo para trabalhar.
  • A tarte pode ser mantida congelada durante 30 dias, mas não podem quebrar a cadeia de frio. Ou seja, as porções que deixarem atemperar devem ser consumidas e não voltar a ser congeladas.

 

Esta Tarte gelada de Whisky pode ser uma das vossas sobremesas ideais deste verão. Tem muitas coisas boas, entre as quais se destaca o quão tremendamente boa está. Mas uma das coisas que importa destacar é que a podemos fazer com antecedência, até 2-3 dias, e deixá-la preparada e congelada até ao momento em que a vão consumir.

Isso sim, aconselho-vos a deixá-la dentro da forma Push-Pan e bem coberta com película aderente para evitar que seque e/ou ganhe cheiros do congelador.

Espero que se entusiasmem com ela e que nos contem em breve o que acharam!

 

Autora da receita: Eva de Bake Street

Comentários

bernabé disse:

Si por casualidad tienes la suerte de añadirle
whisky japonés , ganará una locura

Aquí lo puedes encontrar.

https://whiskyjapones.com/"
Saludos

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Tarte gelada de whisky

Me vais a perdonar, sé que hoy en día hay infinidad de postres helados maravillosos para combatir el calor. Un abanico inmenso de sabores, texturas, colores... Pero yo soy una romántica y, a pesar de disfrutar mucho de todo lo nuevo y novedoso, no puedo pasar sin los dulces de toda la vida. Es por eso que este verano no podemos dejar de hacer esta Tarta helada al Whisky y desempolvar buenos recuerdos de la infancia.

Digo de la infancia porque este postre tuvo sus buenos momentos por los años 80 o quizás incluso un poco antes. Esta tarta helada era ese postre "súper de moda" que tenían en muchos sitios cuando ibas a comer fuera con tus padres. Es más, mi padre la pedía siempre. Y si no había (algo que era raro), pedía flan con nata y nueces... Aquí debo añadir que él fue quien me enganchó a las nueces con nata. Menudo vicio ¿eh?

Como os comentaba antes, creo que es bueno tener en casa un amplio repertorio de recetas. Nada puede gustarme más que conocer y probar elaboraciones nuevas, pero sin olvidar nunca las tradicionales o "viejunas". Estas son la base de todo lo que hoy en día disfrutamos. Como os he comentado en más de una ocasión, es el ballet clásico de la cocina. De ahí se crean y surgen todos los demás estilos.

Esta tarta es muy sencilla y no posee elaboraciones complejas. Lo único que tendremos que hacer para lograr buenos resultados es respetar bien los tiempos y procesos de cada paso.


Montando la tarta

Para montar la tarta he utilizado un molde Push-Pan de 20 cm de diámetro. Es muy cómodo a la hora de trabajar con él, pero sobre todo cuando lo tenemos que desmoldar. Para elaborarla necesitaremos un bizcocho, el relleno de crema de whisky y una capa de yema pastelera.

La base es un bizcocho genovés que elaboraremos nosotros. Es muy fácil de hacer en casa y el tiempo de horneado rondará los 8-10 minutos. Muy poquito tiempo, merece la pena de verdad. Pero, sé que muchos de vosotros pensaréis -¿Puedo utilizar un bizcocho comprado?-. No soy muy partidaria de ello (nada, nada), pero solo os lo perdonaría por estos calores que está haciendo ;)

El relleno, a pesar de lo que pueda parecer, no necesita hacerse con heladera. Prepararemos una crema de whisky que someteremos a un tiempo de cocción, dado que lleva huevo, para después unirla con merengue, nata montada y gelatina. Eso sí, aquí debemos esperar unas horas para que el relleno tome firmeza en el congelador. Para elaborar la crema de relleno he seguido la receta del blog atrapadaenmicocina.com

La capa superior es una capa de yema pastelera que tostaremos para darle ese acabado tan característico caramelizado. Finalmente decoraremos con nata montada y ya la tendremos lista para disfrutar. No me digáis que todavía os lo estáis pensando... Vamos y ¡a ponerse manos a la obra! ;)

Author
Claudia&julia
Prep Time
45 minutes
Cook Time
35 minutes
Servings
8

Ingredients

  • 4 ovos L
  • 100 g de farinha fina para pastelaria
  • 100 g de açúcar
  • 20 g de amido de milho
  • Uma pitada de sal
  • 85 g de água
  • 85 g de açúcar
  • Whisky q.b.
  • 4 ovos L
  • 80 g de leite inteiro
  • 100 g de açúcar (dividido em 20 g + 80 g)
  • 50 g de açúcar em pó
  • 6 folhas de gelatina (11 g)
  • 50 g de whisky
  • 350 g de natas para bater, com alto teor de gordura
  • 6 ovos L (338 g, sem casca)
  • O mesmo peso de açúcar que de ovos, no meu caso 338 g
  • 180 g de água à temperatura ambiente
  • 30 g de Maizena
  • 200 g de natas líquidas para bater, bem frias
  • 2 colheres de sopa de açúcar em pó
  • Crocante de amêndoa para decorar

Directions

  1. Tamizamos la harina y mezclamos con la maicena y la sal. Reservamos.
  2. Separamos las yemas de las claras. Incorporamos las yemas en un bol, que soporte el calor, junto con la mitad del azúcar.
  3. Colocamos el bol sobre un cazo con un poco de agua al baño maria sin que esta llegue a ebullición a calor medio bajo.
  4. Batimos con las varillas eléctricas hasta blanquearlas. Observaremos que adquieren un color blanquecino.
  5. Retiramos del calor y reservamos.
  6. Montamos las claras con la otra mitad de azúcar hasta obtener un merengue firme y brillante.
  7. Incorporamos las yemas blanqueadas con el merengue y mezclamos con movimientos suaves y envolventes.
  8. Comenzamos a añadir la harina poco a poco e integrando en la mezcla con movimientos envolventes. Nunca debemos batir o remover la mezcla, de lo contrario bajaremos el merengue.
  9. Pasamos la mezcla a una manga pastelera.
  10. Precalentamos el horno a 200ºC con calor arriba y abajo.
  11. Forramos una bandeja perforada con papel de horno. Para evitar que las puntas del papel se levanten o se mueva cuando escudillamos la masa, disponed unos pequeños “pegotes” de masa en las esquinas. De esta forma el papel se quedará fijo.
  12. Cortamos la punta de la manga pastelera y escudillamos la masa. Realizaremos un rectángulo y después rellenaremos el interior procurando ejercer la misma presión durante todo momento.
  13. Si tenemos más masa en la manga pastelera, crearemos líneas alrededor del rectángulo.
  14. Introducimos en el horno durante 8-10 minutos. Veremos que adquiere un ligero color dorado por la superficie. Además si presionamos la superficie del bizcocho, volverá a su estado inicial.
  15. Sacamos del horno y dejamos enfriar por completo sobre una rejilla.
  16. Añadimos todos los ingredientes en un cazo a excepción del licor. Colocamos a calor medio y dejamos que llegue a ebullición. El azúcar deberá haberse disuelto por completo.
  17. Una vez que rompa a hervir, apagamos el fuego y dejamos que enfríe por completo.
  18. Introducimos el almíbar en un biberón con ayuda de un embudo, añadimos el licor, cerramos y agitamos para mezclar bien. También podemos verter el sirope en un cuenco, añadir el whisky y mezclar. Para empapar el bizcocho, en este caso, nos ayudaremos de un pincel.
  19. Reservamos a temperatura ambiente.
  20. Vertemos la nata en el bol frío y comenzamos a montar con unas varillas eléctricas a velocidad 1.
  21. Una vez que comience a tomar cuerpo, añadimos el azúcar glas poco a poco y sin dejar de batir. Aumentaremos la velocidad de manera gradual pero sin llegar nunca a la máxima. Lo ideal es una velocidad media.
  22. Batimos hasta que obtengamos una nata que haga picos suaves firmes, no extremadamente montada. Cuidado de no sobre batirla o haremos mantequilla…
  23. Cubrimos el bol con film y refrigeramos hasta el momento que vayamos a utilizarla.
  24. Añadimos agua muy fría en un bol e introducimos las hojas de gelatina. Dejamos hidratar durante 15-20 minutos.
  25. Separamos las yemas de las claras.
  26. Añadimos las yemas en un cazo pequeño junto con 20 g de azúcar y la leche. Colocamos a calor medio y removemos constantemente con unas varillas.
  27. Lo haremos hasta que la mezcla alcance los 75º-77ºC, para ello nos tendremos que ayudar de un termómetro digital.
  28. Retiramos del calor, seguimos removiendo durante 1 minuto y dejamos que reduzca la temperatura hasta 50º-55ºC.
  29. Añadimos la gelatina, previamente escurrida, junto con el whisky y mezclamos con ayuda de unas varillas hasta lograr una mezcla homogénea. Reservamos.
  30. Montamos las claras junto con los 80 g de azúcar.
  31. En el bol de la KitchenAid o con ayuda de unas varillas eléctricas, montamos las claras.
  32. Lo haremos comenzando por una velocidad más suave y aumentando de manera progresiva.
  33. Una vez que tengamos las claras semi-montadas, añadimos la mitad del azúcar y seguimos montando.
  34. Observaréis que las claras comienzan a estar más firmes, añadimos el resto de azúcar y continuamos montando hasta obtener un merengue que forme picos suaves y sea brillante. Pero no seco, ojo, no montar en exceso las claras.
  35. En un bol amplio añadimos la crema de whisky junto con el merengue.
  36. Integramos ambos elementos con ayuda de una espátula de silicona. Lo haremos realizando movimientos suaves y envolventes. De este modo favorecemos que el merengue no se baje.
  37. Añadimos la nata poco a poco. Lo haremos del mismo modo que con el merengue, movimientos suaves y envolventes hasta homogeneizar por completo.
  38. Reservamos.
  39. Separamos el bizcocho del papel de horno, lo haremos con cuidado para no romperlo. Le damos la vuelta de modo que el lado tostado quede hacia abajo.
  40. Con ayuda de un plato de 20 cm de diámetro, cortamos un círculo de bizcocho. El resto podemos comérnoslo (que está muy bueno) o bien cubrirlo con film y refrigerarlo o congelarlo para otras elaboraciones.
  41. Colocamos en la base del molde Push- Pan 20 cm un antideslizante para fijar el disco para tartas.
  42. Ponemos el disco y una pequeña cantidad de relleno sobre él, esto nos ayudará a fijar el bizcocho.
  43. Rodeamos con una lámina de acetato el interior del molde. Este nos ayudará a desmoldar la tarta de manera más limpia.
  44. Colocamos el bizcocho genovés y presionamos ligeramente.
  45. Empapamos generosamente con el almíbar.
  46. Vertemos la mezcla del relleno dentro del molde. Alisamos la superficie procurando que nos quede lo más lisa posible.
  47. Cubrimos con film e introducimos en el congelador hasta el día siguiente. Un mínimo de 12 horas.
  48. En un cuenco mezclamos el azúcar con la Maizena. Reservamos.
  49. En un bol mediano, añadimos los huevos junto con el agua y mezclamos muy bien con unas varillas.
  50. Volcamos en una olla mediana a través de un colador para retirar la galladura de los huevos.
  51. Añadimos la mezcla de azúcar y Maizena, colocamos a calor bajo (en un rango de 1-6, puse calor 2), y cocinamos sin parar de remover con las varillas hasta que la mezcla espese. Nos llevará entre 7-10 minutos.
  52. Una vez que la mezcla comience a espesar, lo hará muy rápidamente. Para que podáis guiaros, la mezcla estará lista en densidad cuando tenga una temperatura entre 93º-96ºC.
  53. Retiramos del calor y volcamos la crema en un recipiente amplio. Cuanto más grande sea, menos tiempo tardará en enfriar.
  54. Cubrimos con film a piel y dejamos enfriar por completo a temperatura ambiente.
  55. Vertemos la yema pastelera sobre la tarta helada, según la sacamos del congelador.
  56. Golpeamos suavemente el molde contra una superficie de trabajo (con un paño debajo) para asentar la yema.
  57. Cubrimos de nuevo con film e introducimos en el congelador durante un mínimo de 3 horas.
  58. Sacamos la tarta del congelador, desmoldamos, retiramos el acetato y volvemos a guardar dentro del molde. Para hacer esto colocaremos la tarta sobre un recipiente/vaso ancho, bajamos el molde, retiramos el acetato y volvemos a subir el molde hacia arriba.
  59. Espolvoreamos con azúcar la superficie.
  60. Quemamos con ayuda de un soplete de cocina hasta caramelizarlo.
  61. Decoramos con nata montada los bordes (procedemos a montar la nata del mismo modo que hicimos anteriormente), espolvoreamos con crocanti de almendra y volvemos a guardar en el congelador hasta el momento de servir.
  62. Lo ideal es atemperar la tarta 15 minutos antes de consumirla. Si hace mucho calor, tal vez necesite menos tiempo.