A origem desta tarte situa-se em Saint-Tropez onde, nos anos 50, o pasteleiro polaco Alexandre Miccka preparava e vendia um delicado brioche recheado com creme. O invento era tão delicioso que até a própria Brigitte Bardot ficou rendida. De facto, foi a atriz quem sugeriu o nome de “Tarte Tropézienne”, que hoje em dia é receita e marca registada e continua a ser tão popular como outrora.

A Tarte Tropézienne é composta por um brioche leve aromatizado com água de flor de laranjeira, cuja superfície é coberta com açúcar em pérolas e polvilhada com açúcar em pó. É recheada com um creme diplomata, que nada mais é do que creme pasteleiro e chantilly juntos. Um invento sublime que dá vontade de comer à colherada.

É uma preparação trabalhosa que exige tempo e cuidado, mas deliciosa e bem merecedora do esforço extra que requer. Recomendamos preparar o creme diplomata no dia anterior e guardá-lo no frio até ao momento de utilizar. O brioche deve estar completamente frio antes de abrir ao meio e rechear. Desta forma garantimos que o creme mantém a sua consistência e volume.

Receta de tarta tropezienne

  

INGREDIENTES (Para 8-10 pessoas)

Para a massa:

  • 220 g de farinha
  • 10 g de fermento fresco de padeiro
  • 3 colheres de sopa de leite, à temperatura ambiente
  • 4 ovos M (1 deles para pincelar a massa)
  • 80 g de manteiga, à temperatura ambiente
  • 30 g de açúcar
  • 1 colher de chá de água de flor de laranjeira
  • Sal
  • Açúcar em pérolas e açúcar em pó para decorar

Para o creme diplomata (creme pasteleiro + chantilly):

  • 500 ml de leite
  • 1 vagem de baunilha
  • 125 g de açúcar
  • 4 gemas de ovo
  • 50 g de maizena
  • 500 ml de natas para bater, bem frias (35% M.G.)
  • 100 g de açúcar em pó
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

PREPARAÇÃO

Como preparar o creme diplomata (creme pasteleiro + chantilly)

  1. Começamos pelo creme pasteleiro e, para isso, colocamos o leite num tacho.
  2. Abrimos a vagem de baunilha ao longo e raspamos as sementes. Juntamo-las ao leite e aquecemos até levantar fervura.
  3. Entretanto, colocamos numa taça as gemas de ovo com o açúcar e batemos com umas varas até branquearem ligeiramente. Adicionamos então a maizena e misturamos novamente.
  4. Quando o leite atingir o ponto de ebulição, retiramo-lo do lume e, aos poucos, juntamo-lo à mistura das gemas. Mexemos ao mesmo tempo e com cuidado para que o ovo não coagule.
  5. Depois de adicionada quase metade do leite à mistura das gemas, voltamos a colocar no tacho com o restante leite. Aquecemos novamente, em lume brando, até ferver. Mexemos sem parar com as varas para que não agarre ao fundo, até ficar espesso a gosto.
  6. Vertemos o creme para uma taça e cobrimos com película aderente, em contacto com o creme para que não crie película. Arrefecemos antes de reservar no frigorífico.
  7. Quando o creme pasteleiro estiver bem frio, preparamos o chantilly. Para isso, as natas têm de estar bem frias. Também facilita o trabalho que a taça em que as vamos bater esteja fria, por isso podemos deixá-la no frigorífico ou no congelador durante uns momentos.
  8. Vertemos as natas no recipiente e batemos com umas varas. Quando começar a ganhar corpo, adicionamos a essência de baunilha e, aos poucos, o açúcar em pó. Continuamos a bater durante o processo até terminar o açúcar e obter a consistência desejada. É preciso ter cuidado para não bater demais ou as natas transformam-se em manteiga.
  9. Para finalizar o creme diplomata, juntamos o creme pasteleiro à taça do chantilly, aos poucos. Misturamos suavemente e com movimentos envolventes, usando uma espátula de silicone. Se o creme pasteleiro tiver engrossado muito ao arrefecer, podemos batê-lo um pouco para que recupere a consistência de um creme.
  10. Reservamos o creme diplomata no frigorífico, dentro de um saco de pasteleiro com bico liso, até ao momento de usar. Se tiveres a pistola De Buyer, enche já o respetivo depósito e guarda a recarga no frigorífico.

Preparação da massa do bolo

  1. Dissolvemos o fermento no leite à temperatura ambiente.
  2. Numa taça ampla colocamos a farinha, o sal, o açúcar e um dos ovos. Mexemos com umas varas até obter uma mistura homogénea.
  3. Adicionamos mais dois ovos, um de cada vez, a água de flor de laranjeira e o fermento dissolvido no leite. Misturamos novamente.
  4. Adicionamos a manteiga, em pedacinhos, pouco a pouco, mexendo primeiro e amassando depois. É uma massa gordurosa e pegajosa que se tornará elástica e sedosa com a amassadura, por isso evitamos a tentação de acrescentar mais farinha e trabalhamos a massa o tempo que for necessário.
  5. Quando a massa estiver lisa, colocamo-la numa taça grande, cobrimos com um pano de cozinha limpo e deixamos repousar até dobrar de volume. O tempo dependerá da temperatura ambiente.
  6. Depois de levedar, retiramos o ar à massa com os nós dos dedos, pressionando-a suavemente. Amassamos novamente durante uns segundos, ao mesmo tempo que lhe damos forma de bola. Colocamos a massa sobre um tabuleiro de forno coberto com papel vegetal e achatamos. Deve ficar com uma altura entre 2 e 3 centímetros.
  7. Cobrimos novamente com o pano de cozinha e deixamos levedar durante cerca de uma hora.
  8. Quando a massa tiver crescido, pincelamos a superfície com ovo batido e polvilhamos com açúcar em pérolas. Introduzimos o tabuleiro no forno, pré-aquecido a 180º C com calor em cima e em baixo, e cozemos durante 20 minutos.
  9. Retiramos do forno e deixamos arrefecer completamente.

Rechear a tarte Tropézienne

  1. Antes de cortar ao meio, é importante que a massa cozida tenha perdido o calor e esteja morna.
  2. Enche um saco de pasteleiro ou a pistola de confeitaria De Buyer com o creme diplomata bem frio, e recheia a base do bolo que cortaste.
  3. Cobre com a parte superior da tarte.
  4. Podes polvilhar com açúcar em pó na hora de servir.
    TARTA TROPÉZIENNE Claudiaandjulia

    Prato de porcelana Revol, faca de cozinha Pallarès de aço carbono com cabo de buxo e tabuleiro antiaderente para forno De Buyer

     

    Autora da receita: Carmen de Tia Alia

    Comentários

    Claudia&Julia disse:

    Hola Marta,

    Disculpa, había un error en los pasos 3 y 4 de la elaboración de la masa de la tarta; ya lo hemos modificado.

    Respecto al horno, no aconsejamos el uso del aire en este caso.

    ¡Un saludo!

    Claudia&Julia disse:

    Hola Pilar y Ángeles,

    Se trata de un error, gracias por avisarnos. La harina se añade tal como se indica en el punto 2 y en el punto 4 se añade la mantequilla poco a poco. Ya lo hemos corregido.

    Esperamos que os guste el resultado :)

    ¡Un saludo!

    Marta fisas disse:

    Buenos días. También tengo la misma duda. Paso 2 y 4.
    También quisiera saber si el horno puedo ponerle aire, o mejor apagarlo? Gracias

    Angeles disse:

    Tengo la misma duda de Pilar; respecto a la harina en El Paso 2 y el 4, ¿cuánta harina se pone en cada paso?

    Pilar disse:

    En el paso número 2 de la preparación nos dice que echemos, entre otros ingredientes la harina y luego en el paso número 4 nos dice que añadamos toda la harina poco a poco.¿ Debemos entender que en el paso 2 no se echa la harina? ¿O que se echa un poco ?

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    Tarte tropézienne

    A origem desta tarte situa-se em Saint-Tropez, onde, nos anos 50, o pasteleiro polaco Alexandre Miccka preparava e vendia um delicado brioche recheado com creme. Tão deliciosa era a invenção que até a própria Brigitte Bardot caiu nas suas redes. Na verdade, foi a atriz quem sugeriu o nome de “Tarte Tropézienne”, que hoje em dia é receita e marca registada e continua a ser tão popular como antigamente.

    A Tarte Tropézienne é composta por um brioche leve aromatizado com água de flor de laranjeira, cuja superfície é coberta com açúcar pérola e polvilhada com açúcar em pó. É recheada com um creme diplomata, que não é mais do que creme pasteleiro e chantilly juntos. Uma invenção sublime que dá vontade de comer à colher.

    É uma preparação trabalhosa que precisa de tempo e cuidado, mas deliciosa e bem merecedora do esforço extra que exige. Recomendamos preparar o creme diplomata no dia anterior e guardá-lo no frio até ao momento de usar. O brioche deve estar completamente frio antes de o abrir ao meio e rechear. Desta forma garantimos que o creme mantém a sua consistência e volume.

    Author
    Claudia&Julia
    Prep Time
    20 minutos
    Cook Time
    20 minutos
    Servings
    8
    Category

    Pastelaria

    Ingredients

    • 220 g de farinha
    • 10 g de fermento fresco de padeiro
    • 3 colheres de sopa de leite, à temperatura ambiente
    • 4 ovos M (1 deles para pincelar a massa)
    • 80 g de manteiga, à temperatura ambiente
    • 30 g de açúcar
    • 1 colher de chá de água de flor de laranjeira
    • Sal
    • Açúcar pérola e açúcar em pó para decorar
    • 500 ml de leite
    • 1 vagem de baunilha
    • 125 g de açúcar
    • 4 gemas de ovo
    • 50 g de amido de milho
    • 500 ml de natas para bater, bem frias (35% M.G.)
    • 100 g açúcar em pó
    • 1 colher de chá de essência de baunilha

    Directions

    1. Começamos pelo creme pasteleiro e, para isso, colocamos o leite num tacho.
    2. Abrimos a vagem de baunilha ao comprido e raspamos as sementes. Juntamo-las ao leite e aquecemos até levantar fervura.
    3. Entretanto, colocamos num recipiente as gemas com o açúcar e batemos com umas varas até branquearem ligeiramente. Juntamos então o amido de milho e misturamos novamente.
    4. Quando o leite levantar fervura, retiramo-lo do lume e, pouco a pouco, juntamo-lo à mistura das gemas. Mexemos ao mesmo tempo e cuidadosamente para que o ovo não coalhe.
    5. Depois de juntar quase metade do leite à mistura das gemas, voltamos a deitá-la no tacho com o restante leite. Aquecemos novamente, em lume brando, até ferver. Mexemos sem parar com as varas para que não pegue ao fundo, até ficar espesso ao nosso gosto.
    6. Vertemos o creme numa taça e cobrimos com película aderente, em contacto com o creme para que não forme crosta. Deixamos arrefecer antes de guardar no frigorífico.
    7. Quando o creme pasteleiro estiver bem frio, preparamos o chantilly. Para isso, as natas têm de estar bem frias. Também ajuda que o recipiente em que as vamos bater esteja frio, por isso podemos tê-lo no frigorífico ou no congelador durante algum tempo.
    8. Vertemos as natas no recipiente e batemos com umas varas. Quando começarem a ganhar corpo, juntamos a essência de baunilha e, pouco a pouco, o açúcar em pó. Continuamos a bater durante o processo até terminar o açúcar e obter a consistência desejada. É preciso ter cuidado para não bater demasiado ou as natas transformar-se-ão em manteiga.
    9. Para terminar o creme diplomata, juntamos o creme pasteleiro à taça do chantilly, pouco a pouco. Misturamos suavemente e com movimentos envolventes, usando uma espátula de silicone. Se o creme pasteleiro tiver engrossado muito ao arrefecer, podemos batê-lo um pouco para que recupere a consistência de um creme.
    10. Reservamos o creme diplomata no frigorífico, dentro de um saco pasteleiro com boquilha lisa, até ao momento de usar. Se tiveres a pistola De Buyer, enche já o respetivo depósito e guarda a recarga no frigorífico.
    11. Dissolvemos o fermento no leite à temperatura ambiente.
    12. Numa taça grande colocamos a farinha, o sal, o açúcar e um dos ovos. Mexemos com umas varas até obter uma mistura homogénea.
    13. Juntamos outros dois ovos, um de cada vez, a água de flor de laranjeira e o fermento dissolvido no leite. Misturamos novamente.
    14. Juntamos a manteiga, em pedaços, pouco a pouco, mexendo primeiro e amassando depois. É uma massa gorda e pegajosa que se tornará elástica e sedosa com a amassadura, por isso evitamos a tentação de juntar mais farinha e trabalhamo-la durante o tempo que for necessário.
    15. Quando a massa estiver lisa, colocamo-la numa taça grande, cobrimos com um pano de cozinha limpo e deixamos repousar até duplicar de volume. O tempo dependerá da temperatura ambiente.
    16. Depois de levedada, retiramos o ar à massa com os nós dos dedos, pressionando-a suavemente. Amassamos novamente durante alguns segundos enquanto lhe damos forma de bola. Colocamos a massa sobre um tabuleiro de forno coberto com papel vegetal e achatamos. Deve ficar com uma altura entre 2 e 3 centímetros.
    17. Cobrimos novamente com o pano de cozinha e deixamos fermentar durante aproximadamente uma hora.
    18. Quando a massa tiver crescido, pincelamos a superfície com ovo batido e polvilhamos com açúcar pérola. Introduzimos o tabuleiro no forno, pré-aquecido a 180º C com calor em cima e em baixo, e cozemos durante 20 minutos.
    19. Retiramos do forno e deixamos arrefecer completamente.
    20. Antes de cortar ao meio é importante que a massa cozida tenha perdido o calor e esteja morna.
    21. Enche um saco pasteleiro ou a pistola de pastelaria De Buyer com o creme diplomata bem frio e recheia a base do bolo que cortaste.
    22. Cobre com a parte superior da tarte.
    23. Podes polvilhar com açúcar em pó na altura de servir.