Cada dia são mais os que se animam a preparar massa em casa. Escolhes os ingredientes que usas, desfrutas de a fazer, é fresca e fica mais saborosa. Embora ache que o melhor é ainda outra coisa: a surpresa que se leva no primeiro dia em que se tenta fazê-la, ao descobrir que é muito mais fácil do que parece.
Nesta ocasião é Beatriz, autora do blog To Be Gourmet (e autora do recentemente publicado livro To Be Gourmet, estilo na tua mesa), quem se animou a prepará-la fazendo uso da máquina Imperia. Os resultados foram requintados, não percas a receita!
Há umas semanas que queria começar a fazer massa caseira; já entrados no mês de setembro, de regresso à rotina e com mais tempo para cozinhar em casa.
Tinha comprado a que dizem ser a melhor máquina de massa, a “Imperia”, mas tenho de reconhecer que, no fundo, e apesar de a ter adquirido com grande entusiasmo, me dava um pouco de preguiça: a montagem, as instruções, de certeza que me iam roubar tempo e, por uma coisa ou por outra, fui adiando.
Ontem decidi-me, e tirei-a do armário onde a tinha guardada; a verdade é que não ocupa nada. E, vê lá tu, em cinco minutos já a tinha montada. E em mais cinco li por alto as instruções, que na verdade nem precisava, porque a montagem é absolutamente intuitiva e não há muito mais a fazer do que passar a massa pela ranhura e, se for preciso, cortá-la com um segundo acessório que se encaixa num instante.
A isso ainda não cheguei, porque fiz umas folhas lisas para ravioli, mas confesso que estou desejoso, porque me parece das coisas mais divertidas e quanto ao resultado não tenho a mínima dúvida.

Máquina de massa Imperia e faca de aço carbono Pallarès
Ingredientes
- Um saco de salada mezclum que contenha lollo rosso
- 3 colheres de sopa de azeite virgem extra (aove)
- 1 colher de sopa de vinagre balsâmico de Modena.
- 1 colher de sopa de mel
- Sal
Para a massa:
- 300 g de farinha
- 3 ovos
- 1 colher de chá de aove
Para o recheio:
- Um punhado de trompetas-da-morte
- ¼ de cebola
- ¼ de maçã
- Um pouco de aove
Preparação
Em primeiro lugar fazemos a massa para os nossos ravioli. Peneiramos a farinha e colocamo-la sobre uma superfície lisa. Fazemos um buraco no meio e colocamos os ovos batidos e o aove. A quantidade de farinha é indicativa, porque em função do tamanho dos ovos vamos precisar de mais ou menos. Vamos, aos poucos, integrando, misturando e amassando até obter uma bola firme mas moldável, que não se pegue mas que não fique demasiado dura.
Envolvemo-la em película aderente e deixamo-la no frigorífico aproximadamente uma hora.
Entretanto preparamos o recheio. Numa frigideira com um fio de azeite salteamos os cogumelos e reservamo-los. Juntamos mais um pouco de azeite e refogamos a cebola com a maçã cortada muito finamente. Misturamos com os cogumelos e deixamos num tacho. Temperamos ligeiramente com sal.
Tiramos a massa do frigorífico, fazemos quatro partes, pegamos na primeira e estendemo-la com a ajuda de um rolo da massa até ficar com a espessura necessária para que entre pela abertura da máquina Imperia na sua posição mais larga.
Vamos passando a massa várias vezes, numa posição cada vez mais estreita para que vá ficando cada vez mais fina.
Neste post explica-se perfeitamente como levar a cabo este processo.
Fazemos o mesmo com os outros montes, até termos 4 folhas. Uma vez que temos as folhas, colocamos pequenos montes do recheio com separação suficiente e depois cobrimo-los com outra folha. Com os dedos, pressionamos à volta do recheio para o marcar e delimitar, e de seguida cortamos os ravioli em forma quadrada.

Com o acessório especial para ravioli que existe para a máquina Imperia teria sido mais rápido. Por isso, se vos apetecer o kit completo, saibam que existe essa possibilidade.
Eu fiz com uma faca. As da Pallarès tenho-as sempre à mão na cozinha porque são muito boas. A gente habitua-se e já não quer outras, além de serem ideais e de adquirirem com o tempo um aspeto precioso, muito vintage.
Uma vez cortados os ravioli, certificamo-nos de pressionar bem as bordas com os dedos para que não se abram e deixamo-los secar durante cerca de meia hora.
Enquanto isso, preparamos o molho da salada batendo o azeite com o vinagre, o sal e o mel.
De seguida, coemos os ravioli em água com sal. Em 5 minutos estão prontos por ser massa fresca.
Colocamos as folhas de salada no prato, os ravioli, (2 ou 3) e regamos com o molho.

Uma salada morna e com produto da época. As trompetas-da-morte são uns cogumelos delicados e muito saborosos; dão-se desde o final do verão e o início do outono, e com o sabor do mel são uma delícia. Ao cortar os ravioli e sair o recheio, misturam-se com o resto da salada e mimetizam-se com o lollo rosso. Uma salada de luxo que não podia ser mais fácil.
Beatriz
