Quando Beatriz, autora de To Be Gourmet, me comentou que tinha vontade de fazer a receita de Pastel Vasco para o nosso blog, não hesitei em dizer-lhe "Força!", porque é uma das minhas tartes preferidas. Essa deliciosa massa recheada de creme sempre me encantou! Ela apresenta-a-nos com recheio duplo: figos e creme pasteleiro, uma combinação de luxo numa tarte que de certeza vais adorar preparar em casa, vais ver!
O “Pastel Vasco” é um dos meus doces prediletos. A sua origem está nos caseríos do País Basco, onde era confecionado com uma massa à base de manteiga, farinha e amêndoa e era recheado com a fruta que estivesse de época naquele momento. As cerejas eram muito típicas, tal como os frutos silvestres; amoras, mirtilos e, claro, figos.
Mais tarde foi incorporado o creme pasteleiro e, com o tempo, passou-se a dispensar a fruta. Eu continuo a gostar da receita que leva as duas coisas. Adoro fazê-la de forma caseira do princípio ao fim; ir ao mercado e preparar eu própria o doce com as frutas.
Agora, no norte, temos os figos verdes chamados “cuello de dama”, que são puro mel. Para que o corte da tarte fique mais vistoso, gosto de lhe adicionar um punhado de amoras e assim a compota ganha um bonito tom vermelho.
Uma delícia que encontram nas melhores pastelarias do País Basco e de que hoje vos trazemos a receita original.
Cazo de cobre De Buyer, tábua de cortar, faca de aço damasco Le Creuset e forma cerâmica Emile Henry.
Ingredientes
Para a massa:- 200gr de manteiga muito fria
- 300gr de farinha
- 150gr de açúcar
- 60gr de amêndoa moída
- 2 ovos
- Sal
- Outro ovo para pincelar a tarte
- Óleo para untar a forma
Para o creme:
- 400ml de leite inteiro
- 1 pau de canela
- 40gr de açúcar
- 50gr de farinha
- 2 ovos
- 50gr de manteiga
Para a compota de figos:
- 300gr de figos (ou 250gr de figos e 50gr de amoras)
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 50/75ml de água
Forma cerâmica Emile Henry, faca de aço damasco Le Creuset e sartén de ferro mineral French De Buyer.
Preparação
Creme pasteleiro
- Colocamos parte do leite num copo e nele dissolvemos a farinha, a baunilha, o açúcar e os ovos.
- Num tacho ao lume colocamos o leite restante e a canela; quando ferver, juntamos a mistura anterior, mexendo com a ajuda de umas varas e levamos novamente a ferver.
- Mantemos durante mais uns minutos e, no final, adicionamos a manteiga.
- Reservamos o creme pasteleiro tapado com película aderente em contacto com a superfície.
Compota de figos
- Num tacho ou frigideira colocamos os figos descascados e cortados muito pequenos, e um punhado de amoras para dar mais cor.
- Adicionamos o açúcar e metade da água e deixamos cozer em lume brando, mexendo de vez em quando.
- Quando precisar de mais líquido, adicionamos a água restante. O tempo de cozedura é de cerca de meia hora. A fruta deve ficar caramelizada e espessa.
A tarte
- Colocamos a manteiga no congelador meia hora antes de começar a manuseá-la.
- Num tijela larga e aberta, colocamos a farinha com a amêndoa, o açúcar e o sal e adicionamos a manteiga gelada cortada em cubinhos.
- Com a ajuda de um garfo ou de um almofariz misturamos todos os ingredientes.
- Batemos os ovos à parte e depois juntamo-los à mistura anterior, incorporando aos poucos.
- Já temos a massa pronta, e é então que a envolvemos em película aderente e a colocamos durante 1 hora ou 1,30 horas no frigorífico para que, na altura de a estender, esteja novamente bem fria.
- Tiramos a massa do frigorífico e dividimo-la em duas partes. Uma delas será para cobrir a tarte e a outra para formar a base. A primeira voltamos a colocá-la no frigorífico para a manter fria.
- Colocamos sobre a superfície de trabalho uma folha de película aderente e, sobre ela, a massa que vamos estender. Tapamo-la com outra folha e, deste modo, damos-lhe forma para fazer um círculo com cerca de 5mm de espessura.
- Levamos a massa formada para uma forma cerâmica como a de Emile Henry (untada com óleo), de forma a cobrir a base e os lados.
- Voltamos a colocar a forma com a massa no frigorífico durante cerca de 10/15 min.
- Recheamos com o creme que reservámos e, por cima, com a compota.
- Estendemos a massa que tínhamos reservado para cobrir a tarte, da mesma forma que fizemos com a da base, e colocamo-la por cima, selando os lados com os dedos.
- Para terminar pincelamos com ovo.
- Podemos desenhar uns risquinhos primeiro num sentido e depois no outro com a ajuda de uma faca bem afiada. São muito característicos desta tarte.
- Por fim, colocamo-la no forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 40 min. Deixa-se arrefecer e serve-se diretamente da forma, morna ou fria.
Faca de aço damasco Le Creuset e sartén de ferro mineral French De Buyer.
Conselhos
- Se em algum momento a massa se pegar demasiado às mãos, a solução está em colocá-la no frigorífico, ou até no congelador, por um momento.
- As riscas traçam-se mais facilmente se a tarte for colocada alguns minutos no frigorífico. Enquanto as desenhamos, e dependendo do calor que estiver na divisão, podemos refrigerá-la várias vezes; bastam uns dois minutos no congelador.
- Se formos limpando a faca com papel de cozinha sempre que traçarmos uma risca, será mais fácil não arrastarmos a massa e as linhas ficarem melhor desenhadas.
- Para trabalhar a massa, é mais simples se o fizermos colocando-a entre duas folhas de película aderente; assim não se pega ao rolo e transfere-se para a forma com grande facilidade.





Comentários
Beatriz Rodríguez (Tobegourmet) disse:
Hola Flor, el huevo lo batimos entero. Un saludo!
Beatriz Rodríguez (Tobegourmet) disse:
Hola Clara, hay muchas versiones del pastel vasco. En algunos casos la crema pastelera es de chocolate, en otros la masa se aromatiza con anís, algunos les ponen pasas. Casi podemos decir que cada casa o “caserío” tiene o tenía su propio pastel vasco. Muchas son las recetas que se disputan por ser la más “de aquí”.
Lo cierto es que el Pastel Vasco o Gâteau Basque o etxeko biskotxak, es originario del Pais Vasco Frances, en concreto de la región de Cambó, en Lapurdi.
En el siglo XVIII se hacía solo con harina de maíz y manteca, al final del XIX se empezó a rellenar con fruta, y como te decía hoy en día hay varias versiones: con almendra, sin almendra, con licor, sin licor…. Y como sucede con tantas recetas tracionales todos reclaman la paternidad para el que elaboran en su casa.
Lo ideal es conocer todas las posibilidades dentro del “pastel vasco” y elegir la que más guste en casa. Gracias por tu comentario y aportación.
clara disse:
se me olovido nunca a llevado vainilla ,se echa ron , no lleva mantequilla ,canela si antiguamente no se utilizaba ,
clara disse:
el pastel autentico vasco nunca a llevado almendra se suele emplear aceite en vez de mantequilla , y es de crema pastelera , y lleva ron mi abuela y mi madre siempre lo hicieron asi y son autoctonas vascas , el que tu haces es vasco frances x la fruta y la mantequilla y no lleva almendra ,x lo demas es muy rico pero autoctono vasco no es
Flor de Maria Fernandez disse:
Quisiera saber si en la preparación de la masa cuando dice batir el huevo por aparte es primero las claras y después la yemas o se baten los huevos claras y yemas juntas