Acredito que ter uma paellera de qualidade, com uma boa distribuição do calor, é algo que se aprecia sobretudo quando se experimenta. Agradeço muito que hoje a Beatriz, autora de To Be Gourmet, nos fale da sua experiência com a Paellera Carbone Plus de Buyer, uma melhor paellera, como as de antigamente e que para sempre estará na nossa cozinha; e é uma alegria ver as ideias que nos dá para lhe tirar o máximo partido, para lá de preparar nela a típica paella.

Gosto de continuar a ir comer a casa da minha mãe e de ela me preparar os meus pratos favoritos de sempre. Deixar-me querer e mimar enquanto puder, sobretudo à mesa, é um dos prazeres de que ainda tenho a sorte de desfrutar. Noutras ocasiões sou eu que convido os meus pais para almoçar em minha casa; deixa-me contente e a eles ainda mais.

Herdei o talento da minha mãe para a cozinha e ela sente-se, sem dúvida, orgulhosa disso, sobretudo nestes tempos que correm, em que a pressa e a dinâmica da vida atual fazem com que sejam muitos os que tenham de abdicar do prazer de cozinhar.

Quando me apresentei à mesa com um rico arroz de legumes na Paellera de ferro Carbone plus de Buyer, tinham de ver a cara de espanto dela. “Mas isto é das antigas!. De onde é que veio?”. Ao espanto sucedeu de imediato um sorriso e depois começou a contar-me como a devo usar, como se deve guardar, aproveitando para me dar lições que, como boa mãe, continua a gostar de dar…

De facto, esta paellera de Buyer é daqueles utensílios de cozinha da avó que já não são tão comuns nas nossas casas e que são verdadeiros tesouros.

Receita de Fideuà de gambas e cogumelos, na paellera Carbone Plue de Buyer

É fabricada artesanalmente em ferro natural sem revestimentos. O que destacaria sobretudo é a robustez que mostra: é uma paellera com uma espessura de paredes importante, nada que ver com a maioria das paelleras de ferro (e também as que não o são...) que há no mercado, o que lhe proporciona uma distribuição do calor muito boa e uma resistência à deformação muito elevada.

Este tipo de paellera, e outros elementos de ferro mineral como os que fabrica a De Buyer, são utilizados por profissionais e restaurantes de alta cozinha de todo o mundo e é um verdadeiro luxo poder tê-la em nossa casa. Por isso não hesitei em comprar uma peça. É uma maravilha ver o chup-chup e as bolhinhas entre o arroz quando está a cozinhar e depois levá-la à mesa e servir ali mesmo a cada comensal a sua dose, como fazem nos restaurantes de boas paellas, é um extra que é sempre muito apreciado pelos convidados.

Podemos escolher entre vários tamanhos consoante as necessidades. Desde 50cm de diâmetro com capacidade para 12 doses, que seria a maior, até à de 24cm, que é para dois. Para mim o ideal é ter a de 8 doses, para arrozes ou fideuás, que tem um diâmetro de 40 mas de 30 na base, o que nos permite, dada a sua magnífica condução do calor, utilizá-la numa cozinha com um lume ou placa de um diâmetro um pouco menor, sem precisar dos típicos aros de paella com botija de gás. Também se podem usar se tiverem indução.

Deixem-me dizer que a pequena, de duas doses, é uma ternura, e é muito versátil porque pode servir efetivamente para um arroz para duas pessoas; um arroz caldoso com lavagante para um jantar romântico… Ou ser utilizada para preparar um risoto para quatro, que por ser mais consistente se serve em menor quantidade em cada prato.

Além disso, esta paellera de estética vintage é ideal para servir muitas outras coisas. Uns camarões al ajillo, uns cogumelos, ou uns pimentos assados do Piquillo. Também a utilizei para fritar batatas. Estes recipientes de ferro suportam temperaturas muito altas, que é como eu gosto de as acabar de fazer. E é que primeiro as cozinho a temperatura mais baixa e depois dou-lhes um golpe de calor, com o lume bem forte, para que fiquem estaladiças por fora.

Mas para aquilo que foi toda uma descoberta este verão, é para preparar as “piparras” ou piri-piri, muito típicas já desde o final da primavera no País Basco e cuja fritura é uma arte e a chave para ficarem no ponto certo, nem demasiado cruas, nem queimadas, verdes, mas macias e não oleosas.
Neste assunto, a paellera de ferro da Buyer, ou também uma frigideira desta mesma marca, são o instrumento ideal para obter o resultado pretendido. É preciso um lume médio de intensidade constante, algo muito fácil de controlar com estes recipientes.

Assim que a pele comece a dourar ligeiramente em algumas delas, retiro-as com uma escumadeira, coloco-as provisoriamente sobre um prato e, depois de retirar o óleo da paellera e passar um papel absorvente para a deixar seca, volto a colocá-las lá dentro e acrescento-lhes flocos de sal. Assim apresentadas ficam de luxo, e além disso conservam melhor a temperatura enquanto vão sendo comidas colocadas no centro da mesa. Porque esta paellera não é para ficar na cozinha, pelo contrário, é para a ter à vista e desfrutá-la também ao comer.

Cuidados e manutenção

Antes de a usar pela primeira vez é preciso “curá-la”, ou seja, prepará-la para a primeira utilização. No caso da Carbone Plus, que não leva uma camada natural de cera de abelha, a cura deve seguir dois passos muito simples: o primeiro é proporcionar-lhe essa proteção natural, que conseguirás colocando uma quantidade abundante de casca de batata na paellera, cobrindo-a com água e levando-a a ferver durante 15 minutos. Passado este tempo, retiras a casca e passas um papel de cozinha, e fazes o segundo passo da cura: basta colocar um fio de óleo na frigideira de forma a cobrir toda a superfície e aquecê-lo durante uns minutos; deixamo-la arrefecer e retiramos o óleo com um pouco de papel de cozinha, e já está pronta para ser utilizada.

Devo dizer que fazer a cura completa não é imprescindível, mas é recomendável. Embora haja muitas pessoas que só fazem o segundo passo da cura, que demora apenas alguns minutos, e a paellera funciona-lhes às mil maravilhas.

Também devemos ter em conta que, se se tratasse de a paelheira Mineral B, não é preciso fazer a primeira parte da cura, pois a cera de abelha já lhe dá o componente orgânico que a casca de batata daria.

A paellera de ferro Carbone plus de Buyer não precisa de qualquer manutenção especial para durar tanto que chegue até a ser herdada pelos nossos filhos. Basta lavá-la à mão com água quente e sabão, como fazemos com qualquer outra frigideira ou paellera, e, claro, sendo de ferro, secá-la para que não apareça ferrugem. Em qualquer caso, se nos distrairmos e isso acontecer, basta esfregá-la de novo com uma esfregona normal para a eliminar.

A minha mãe contou-me logo que a deixava untada com óleo e coberta com uma folha de jornal. A segunda não sei, mas a primeira é conveniente se se for demorar a voltar a usar. Depois retiramos o óleo com um papel absorvente e está pronto.

Como recipiente para cozinhar é um dos meus favoritos, e tenho a certeza de que vou comprar mais peças de ferro da Buyer porque, acreditem, o sabor das coisas é diferente; não saberia explicar porquê. A sua qualidade é indiscutível; os alimentos não se pegam, ao contrário de outras paelleras não se deformam com o tempo e, além disso, ao manterem o calor de forma tão eficiente poupa-se energia; conforme o que for, desligo o lume mais cedo e continuo com o calor residual.

Com o uso, a paellera vai ficando mais escura, a sua tonalidade muda e, para meu gosto, vai tornando-se cada vez mais bonita. Mais autêntica. Uma joia que só posso recomendar.

Comentários

Gabriel disse:

En los arroces usamos sofritos o un poco de vino. ¿Esto no rompe el curado?

Miguel Romero disse:

Hola. Me gustaría haceros una pregunta. ¿Qué opinión tenéis de las paelleras de hierro fundido vitrificado como las Staub o Le Creuset? ¿Compensa la diferencia de precio? ¿Por qué no tenéis estos productos para su venta (Le Creuset)?

Elisa Darocas disse:

Quisiera saber la diferencia que existe entre la De Buyer mineral B y la De Buyer Carbone plus, para inducción. Necesito una de 4 raciones, pero quiero saber cual es mejor. Saludos.-

Paco disse:

Quisiera saber la diferencia que existe entre la De Buyer mineral B y la De Buyer Carbone plus, necesito una de 6 raciones, pero quiero saber cual es mejor. Saludos.-

No mineral B disse:

Yo estoy de acuerdo con Mar Arcos, hice todos los pasos que venían en las instrucciones, y unos huevos revueltos saben a metal, la tengo bien cuidada, y no tengo nunca óxido pero deja un sabor a metal desagradable,.

Mar Arcos disse:

Compre una sartén buyer para usarla como paellera, pero la verdad me ha defraudado totalmente, la paella sale con sabor metálico y se pega el arroz tengo que estar continuamente removiéndolo, hice el curetaje como venía en las instrucciones y la limpio siempre al terminar de comer y le echo un poco de aceite, como dices en tu post, pero cada vez que la voy a usar le paso un papel de cocina y sale manchado de óxido, pienso que no tiene que ser muy bueno para la salud ese óxido que suelta…

María disse:

Hola Claudia. Quiero comprar una paellera de Buyer, pero tengo dudas entre la mineral B o la Carbone. Podrías decirme qué diferencia existe entre ellas, y cuál me recomendarías para fuego de inducción? Muchísimas gracias

Mariana disse:

Hola! una consulta, luego de sacar el oxido, hay que curarla nuevamente? Hay algun otro truco para el oxido?

gracias!

Claudia disse:

Muchas gracias Laura! Sí es una opinión muy útil la que nos ha dado Beatriz, y me alegro de que estés contenta con tus sartenes. Sin duda es una gran marca!!
Saludos, y gracias por escribirnos!
Claudia

Laura Soria disse:

Hola Beatriz:
Estoy totalmente de acuerdo con tu opinión sobre esta paellera/sartén. Yo me hice con la de 28 cm, para empezar a probarla y no puedo estar más contenta con el resultado. para mí, el secreto de ese sabor diferente, “de antes”, está en la magnífica transmisión y conservación del calor que tiene la pieza. El proceso de caramelización, los “socarrats”, o la reacción de Maillard, se realiza de manera intensa y homogénea. Yo la utilizo para todo en la cocina, desde sofritos y verduras hasta carnes y pescados. Así mismo, el hecho de que se caliente toda la superficie por igual, incluso en las paredes, favorece la evaporación rápida del agua en la elaboración de arroces. Esto es una carácterística fundamental en la realización de estas recetas.
Sin duda, seguiré comprando más piezas de esta marca porque me tiene enamorada.
Muchas gracias por este post, Beatriz. Me ha parecido muy interesante, sobretodo, la explicación de la curación previa al uso.

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