Comecei a usar os facas Kyocera há algum tempo, porque me fizeram notar que a durabilidade do fio da lâmina cerâmica era muito superior à das de aço, e que a cerâmica não oxidava os alimentos. Com o uso, apercebi-me de que, além disso, têm uma muito boa aderência. E hoje, com a opinião que nos dá sobre eles a Virginia, autora de Sweet & Sour, dei-me conta de que, de facto, gosto delas e habituei-me a elas por tantas outras coisas. Deixo-te descobrir também tu no seu post de opinião:

Um bom cozinheiro sabe que um dos utensílios mais importantes na cozinha são as facas. Uma má faca ou uma faca mal afiada dão origem, no mínimo, a riscos. Quantos de nós não fomos vítimas de algum corte inesperado, graças a uma má faca ou a uma faca mal afiada? Além disso, claro está, consoante a faca, a tarefa de cozinhar tornar-se-á mais ou menos fácil, pelo tipo de lâmina e de corte, e pela pega da faca. Por isso, na minha opinião, o investimento numa boa faca é fundamental para quem gosta de desfrutar da cozinha.

A este respeito, uma das facas que há alguns anos está mais na moda no mercado são as facas de cerâmica, entre as quais as facas de cerâmica Kyocera são, de longe, a elite do mercado pela sua máxima qualidade comprovada. Será este boom das facas de cerâmica real, ou é apenas uma moda passageira? Na minha opinião, esse boom tem toda a sua razão de ser.

Em casa dispomos, há mais de dois anos, de duas facas de cerâmica Kyocera: uma faca de Chef ou ceboleiro para alimentos maiores como couves, cebolas, carne… e uma faca descascadora mais pequena, para legumes pequenos e fruta. Por isso, posso falar delas com algum conhecimento de causa.

Estas facas de cerâmica são fabricadas com pó de óxido de zircónio, um material de dureza máxima, apenas superado pelo diamante. São, por isso, muito resistentes ao desgaste, o que permite mantê-las afiadas durante muito mais tempo do que uma faca convencional: a publicidade afirma que são 15 vezes mais afiadas. Posso dizer que as facas que tenho em casa, com mais de dois anos de uso, nunca tive de afiar e posso assegurar-vos que continuam a manter um fio duplo que supera largamente o das restantes facas, as que tenho de afiar de tempos a tempos.

Além disso, o óxido de zircónio é um material não poroso, pelo que estas facas não retêm odores nem sabores dos alimentos cortados anteriormente. Isso sim, se cortarem alimentos de cor intensa, como a beterraba, apesar de os limparem rapidamente, o branco imaculado inicial acaba por tornar-se num ligeiríssimo tom amarelo-vanilha, que não afeta a eficácia do fio.

São facas leves, muito leves e fáceis de manusear, mas aviso-vos que cortam e cortam muito, por isso é preciso ter cuidado ao usá-las, e utilizá-las sobre superfícies bem estáveis.

Apesar da sua dureza, e para uma melhor conservação do fio e da capacidade de corte, aconselha-se utilizar preferencialmente superfícies de plástico e/ou madeira para cortar, em vez de pedra ou metal. Ainda assim, nas ocasiões em que cortei sobre a superfície de mármore por descuido ou preguiça, não sofreu qualquer dano.

Na minha opinião, são ideais para cortar legumes, fruta, carne e peixe, com muita precisão e delicadeza, e sem ter de fazer qualquer tipo de força, mas atenção: nestes dois últimos alimentos, não as recomendo para cortar as zonas de osso ou as zonas com espinhas grandes e duras, como as zonas da cabeça.

A seu favor conta o facto de cortarem o tomate e os legumes de pele macia (como a beringela) sem produzir rasgos na pele do alimento, apesar de não terem o fio serrilhado, que é o fio aconselhado para este tipo de alimentos. Para mim, isto é uma grande vantagem, porque muitas vezes, quando estou a cozinhar, vejo-me na necessidade de trocar de faca só porque tenho um tomate ou outro legume de pele semelhante. Isto não me acontece se utilizar desde o primeiro momento a faca de cerâmica Kyocera. Além disso, ao não se rasgar o alimento pela delicadeza do corte, os alimentos não oxidam com a mesma facilidade que os cortados com facas de aço.

As facas Kyocera são extremamente precisas e leves, pelo que, por exemplo, podes obter com elas finas fatias de salmão marinado ou de enchidos.

Também adoro para cortar queijo, porque obténs fatias finas de queijos curados como o manchego, e também não rasgam nem deformam a porção de queijos mais cremosos como o brie ou o roquefort, como acontece com outras facas.

No entanto, na minha opinião, não são adequadas para cortar alimentos congelados, tal como já vos disse que não são aconselháveis nem úteis para ossos ou espinhas grandes.

Apesar da sua dureza, há que ter em conta que são muito delicadas aos golpes secos e, por isso, se caírem ao chão podem acabar por se partir sem remédio, o que não acontece com as facas de aço.

Em conclusão, têm os seus prós e contras, mas, na minha opinião de cozinheira do dia a dia, as facas de cerâmica Kyocera são um investimento em utensílios de qualidade indispensáveis na cozinha, aos quais, pelo menos eu, dou imenso uso.

Claudia Ferrer

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